...Contos Instantaneos...
A id?ia de escrever contos instant?neos nasceu de discuss?es a respeito da economia de recursos. Se eu pudesse definir em uma frase diria que foram inspirados na velha f?rmula: ?Less is more and more is less?. Eu imaginava que as hist?rias j? haviam sido contadas por vezes a fio. Contar hist?rias seria apenas recont?-las. Assim, pensei que se pudesse recortar um fragmento de uma hist?ria qualquer, estaria dando a deixa para que o leitor pudesse desencadear as hist?rias que compunham seu universo mental a ponto de suscitar muitdesenvolvimentos poss?veis. Uma obra de arte ? sempre o desenvolvimento de um embri?o de id?ia e ? em si mesma um embri?o. Um conto instant?neo, sob esse ponto de vista, ? uma isca ou uma fa?sca. Um impulso que desencadeia um processo. ?, como em qualquer arte, um ato inacabado, mesmo quando o artista reforma e retoca insistentemente sua cria??es. O paradoxo aparente ? que: em um conto instant?neo, o que h? de mais inacabado ? justamente aquilo que exigiu mais esf